segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

celebrar





Muito obrigado por terem feito parte da minha vida ao longo de 2014.  A vida é feita de encontros e foi muito gratificante tê-los encontrado ao longo do ano.

 

Renovar e refazer nossos votos conosco e com a vida. Estabelecer metas simples para nosso dia-a-dia para tornar-nos pessoas melhores: cidadão, pais, filhos, maridos, vizinhos, etc. Grandes mudanças começam com pequenos passos e com disciplina.

Celebrar a vida com a família, amigos, vizinhos e todos a nossa volta. E seguir celebrando com vocês o ano todo!


Que 2015 seja um ano especial, cheio de conquistas, mas que com cada uma delas venha uma nova percepção do que realmente é ser feliz.


Que você consiga uma casa maior, mas que os cômodos fiquem vazios por sua família estar reunida ao redor de uma única mesa.


Que você compre o carro dos seus sonhos, e descubra que ele pode ficar na garagem enquanto você caminha de mãos dadas com alguém por um parque.


Que você realize o desejo de comprar uma TV enorme, 3D, com home theater, mas que ela fique desligada durante o jantar, para que você ouça como foi  o dia da sua família.


Que sua conta bancária esteja satisfatoriamente recheada, mas que você tenha em seu bolso um ou dois reais para comprar algodão doce e saboreá-lo lambendo os dedos.

Que você tenha um excelente plano de saúde, mas que se esqueça que ele existe por não precisar usá-lo.


Que você jante em badalados restaurantes para descobrir que a maior chef que existe, cozinha todos os dias dentro da sua casa.


Que sua internet trafegue em altíssima velocidade, mas que sua melhor rede seja aquela pendurada entre duas árvores, onde você possa ouvir os pássaros cantarem.


Que você tenha um smartphone de última geração, mas que não precise usá-lo para dizer às pessoas mais importantes da sua vida o quanto elas são especiais.


Que você tenha um tablet, mas que use mais as pontas dos seus dedos para fazer cafunés do que para mandar e-mails.


Que você possa comprar boas roupas, bolsas e relógios, mas que sua verdadeira marca seja aquela deixada pelos lugares por onde passará.


E que assim, conquistando tudo o que você sempre quis, você descubra que mais importante do que aquilo que você tem, é o que você faz com tudo o que conquistou.

Desejo um Ano Novo cheio de realizações e muito amor! 

(texto de Mauricio Louzada)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

simão



Sentei-me num local do aeroporto onde pudesse carregar meu celular. Quem nunca? Ele apareceu minutos depois com a mesma demanda perguntando onde existiria uma tomada. Até indiquei uma, mas seu carregador não se adequava ao modelo da tomada. Eu não sei por que isso não é padrão! Ele desolado já se afastava quando me sensibilizei: - Ei, vou te emprestar meu adaptador. Era só dentes. Foi assim que conheci o Simão, sorry, Doutor Simão. Angolano, nascido numa aldeia pobre, o mais velho de nove irmãos, Doutor Simão veio ao Brasil para estudar. Nesta época a guerra civil estourou na sua terra natal, terra que nunca voltaria a ver. Bem, já que era para estudar, Doutor Simão não perdeu tempo. Hoje com cinco licenciaturas, dois mestrados, dois doutorados – Doutor e Mestre em Educação, Mestre em Psicologia Pastoral, Especialista em Psicopedagogia Clínica, Psicanalista Clínico, Educador Religioso, Pedagogo, Teólogo, Administrador de Empresas, Pastor, Escritor e autor de 12 livros, Doutor Simão ainda tem tempo para conduzir um programa semanal de rádio. 

Imagine se eu gostei de conhecer o Doutor Simão? Fiquei igual pinto no lixo, esqueci de almoçar e quase perdi o voo. Ele ainda me presenteou com 4 de seus livros. Amei. Num deles sentencia: “O passado paralisa e amordaça o ser humano. Sem que percebamos, o passado suscita no indivíduo o saudosismo das coisas de outrora, pois ele perde o interesse de buscar novas oportunidades de vida.”

Um encontro, um presente, e uma moral da história: tenha sempre em mãos um versátil adaptador.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

hospitalidade, uma vereda antiga



Estou convencido de que existem princípios universais estabelecidos que promovem o sucesso e a prosperidade. Difícil é reconhecê-los, mais difícil é vivê-los.

No universo do varejo não ficamos de fora. Se colocarmos em prática tais princípios, a possibilidade de nossos negócios serem bem-sucedidos amplia. A sabedoria diz: “Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma”. Ou seja, faça paradas estratégicas de avaliação, seja humilde para aprender princípios universais antigos, viva sob tais princípios e corra para o abraço. Penso que a hospitalidade é uma dessas “veredas antigas”. Ninguém nunca perdeu por receber bem. Não há contraindicação para a hospitalidade. Termo muito comum na hotelaria e na gastronomia, a hospitalidade seria muito bem-vinda no varejo. 


Deixe-me ilustrar esse conceito com três experiências. Num voo da TAM, fui atendido pelo Gilbert, que extrapolou treinamentos e scripts da empresa e encantou todo mundo com sua alegria e descontração: “Quer um salgadinho? Acabou de sair do forno”, “Vai um suco espremido na hora? Mas espremido na caixinha”. Gilbert flutuava no corredor. Era um misto de gentleman-feirante-comissário. Que voo gostoso. O segundo exemplo de hospitalidade vem de um evento do Lide, reconhecido como uma das maiores organizações empresariais do Brasil, onde a Barilla, indústria de massas, patrocinou um jantar para 400 convidados. Tudo normal até a surpresa: os convidados é quem preparariam os próprios jantares. Aventais, chapéus de cozinheiro, utensílios e ingredientes sobre todas as mesas e voilá, uma festa.  O terceiro exemplo vem do Fairway, um supermercado que conheci em Nova York, onde seu proprietário ganha o paladar, e o coração, de seus clientes dando embalagens de frutas da estação como cortesia para uma degustação encantadora e saborosa. Com tamanha generosidade assim, quem vai pensar no concorrente?  O que dizer desses caes de hospitalidade? Uau! E o que dizer do Gilbert, da Barilla e do Fairway? Inesquecíveis. E ser inesquecível é o sonho de todo gestor, todo marqueteiro e de todo proprietário de varejo.

Não precisamos contratar um hostess, um concierge ou um maître para nossas lojas, mas precisamos incorporar o princípio da hospitalidade na nossa equipe. Uma vereda antiga, mas não antiquada. Tenho convicção que as metas serão batidas se nossos clientes se sentirem bem recebidos. 

Tudo começa com C, mas em vez de Clientes ou Consumidores, passe a receber Convidados; isso também vai surpreendê-lo.


Artigo originalmente publicado em Super Ilha

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

na ponta dos dedos





Objeto de desejo. Inseparável. Confere status. Quase um ídolo doméstico – algo que, se existisse, Raquel roubaria de seu pai, Labão, ao fugir de casa (Gn 31:19) –, o smartphone é um dos aparelhos mais vendidos em nosso país. Segundo especialistas, o Brasil será o quinto maior mercado neste segmento em breve , ficando atrás apenas de China, Estados Unidos, Reino Unido e Japão. 

O smartphone é um telefone inteligente, com infinitas funcionalidades como acesso à internet, câmera filmadora e fotográfica, editores de texto, planilhas eletrônicas, GPS, player de música e, às vezes, até mesmo realizar ligações telefônicas. Por conta da capilaridade e facilidade de interconexão com outros usuários, a poderosa rede mobile beira possuir atributos divinos de onipresença, onipotência, onisciência, os teólogos que me perdoem. Mas, calma, ainda não é o anticristo. 

O fato é que o smartphone tornou-se objeto de desejo porque traduz bem a ânsia desta geração pós-moderna, que cultiva o individualismo, o pertencimento, a independência e a conectividade.

Mas o que potencializa a quase idolatria dos smartphones é a possibilidade de baixar aplicativos – ou apps –, que são softwares desenvolvidos para estes dispositivos com outra infinidade de funções. E o que este assunto tem a ver com o mundo espiritual?

No mundo digital, a atualização de um app é, muitas vezes, comemorada freneticamente, pois potencializa sua performance. E há tempos Deus atualiza seu app quando determina: Enchei-vos do Espírito (Ef 5:18). Um pouco mais do meu Espírito hoje. Receba mais do meu Espírito hoje. Aperfeiçoe-se mais com meu Espírito hoje. Quero dar mais do meu Espírito hoje. O enchimento do Espírito Santo, então, é uma ação contínua que está disponível aos humildes que reconhecem trabalhar numa versão antiga, desatualizada.

A milenar sedução sereis como Deus também é expressa no mundo digital. É ou não é uma proposta divina ter o mundo na palma das mãos, e de forma mais requintada, tudo nas pontas dos dedos? É igualmente num clique que sofremos as antigas tentações e desejamos ardentemente pela velha autossuficiência. Deus, contudo, planejou a alto suficiência.  Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais, profetizou o poeta popular. O sereis como Deus é atualizado quando penso que depois de convertido e habitado pelo Espírito Santo, já sou o que sou e que minha graça me basta. Mas eu e você precisamos de atualizações constantes, é o pão nosso de cada dia.

app de Deus tem atualizações diárias. Todo dia precisamos de uma nova versão que conserte nossos bugs. Que renove o vigor e conduza a uma maior produtividade. A instrução Enchei-vos do Espírito Santo nos lembra que a cada dia precisamos abrir mão das experiências bem-sucedidas e nos inclinar para a novidade de vida criativa de Deus, que faz novas todas as coisas. Com a atualização diária, somos encorajados a encarar o inédito, que assusta, mas que nos tornará crentes mais influentes nesta geração mobile, mas tão desconectada de Deus.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

o perdão nasce com o conhecimento



 
No relacionamento com Deus podemos não aproveitar toda a potencialidade e intimidade por desconhecermos o que é “nosso” e o que é de Deus. E talvez isso esteja atrapalhando também nossa caminhada com o nosso próximo. A oração do Pai Nosso (Mt 6:9-13) pode nos ajudar, ela nos ensina que:

-o nome (que representa todos os atributos de Deus: Santidade, Onipotência, Onipresença, Onisciência) pertence a Deus;

-o reino, o poder e a glória também pertencem a Deus: isso Ele não divide com ninguém;

Então, para perdoar precisamos entender que:

-as ofensas são “nossas”: são minhas, são de quem me maltratou, são de todos. Eu e quem me ofendeu mereciam o castigo;

-o pão é “nosso”: ele alimenta o corpo mas a cada dia a Palavra de Deus, que é o Pão espiritual, me ensina e me encoraja a liberar perdão;

-o Pai é “nosso”: Ele não é de nenhuma denominação ou igreja. É meu é seu é de quem quiser tê-lo como Pai e amigo. Só Ele tem poder para nos perdoar e fazer com que perdoemos quem nos ofendeu.

terça-feira, 12 de março de 2013

Deus, dinheiro, economia, finanças: e agora?


 
Recentemente fui entrevistado por uma revista importante do segmento religioso. Veja aí:
 
1) Que prova temos na Bíblia de que Deus se importa com o dinheiro, com as finanças, com a Economia e Negócios? 

Algum curioso leu a Bíblia com olhar atento e encontrou mais citações sobre dinheiro do que fé e salvação, por exemplo. Esta ênfase bíblica não é por acaso. O assunto é vital nas relações humanas e a causa de muitos problemas. Em Eclesiastes 10:19 encontramos: “...por tudo o dinheiro responde.”

Na Bíblia vemos Neemias indo além da reconstrução dos muros de sua cidade. O “PAC” do governante Neemias é completo e além da construção civil ele intervém e promove as reformas: econômica, agrária, política, administrativa, tributária, social e legislativa.

 O assunto dinheiro, economia, finanças e negócios também está presente em muitas parábolas e ensinos de Jesus: o semeador, o joio, os lavradores maus, o rico e Lázaro, a ovelha perdida, o filho pródigo,a dracma perdida, os talentos, entre tantas outras passagens.

2) Quais os princípios fundamentais do Reino de Deus para essas áreas?

Penso que esta é mais uma ferramenta de Deus  para sondar nosso coração. Percebo muito mais interesse nas escrituras em nos formar em bons mordomos daquilo que Deus nos dá, e no exercício do contentamento, do que na ênfase da prosperidade que temos observado em alguns apriscos. Não vi Jesus prosperando financeiramente a viúva que, parece, continuou pobre. Mas enaltecendo sua decisão de ofertar tudo o que tinha. Integridade, honestidade e liberalidade também são valores percebidos quando tratamos destes assuntos. Dai a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. Na prática observamos o seguinte adágio: o que é meu, é meu. O que é seu, metade de cada um.

3) É verdade que as pessoas tendem a cair em dois extremos quando se trata de Deus e de finanças. Umas vão para a teoria da prosperidade e acham que a função de Deus é de enriquecê-las. Outras acham que Deus abomina qualquer forma de enriquecimento e fazem voto de pobreza. Qual seria o equilíbrio?
 

O voto de pobreza hoje está fora de moda. Talvez restrito a poucos grupos religiosos. A bola da vez é a prosperidade. Uma tremenda jogada de marketing para lotar as igrejas. O equilíbrio é trabalhar como se tudo dependesse de nós, e confiar na provisão como se tudo dependesse de Deus.

4) Quais os princípios de Deus para a economia das nações? 
 

Os princípios das nações são parecidos com os das pessoas. O Salmo 82 expressa em sua poesia qual a função da justa economia das nações, que é a de socorrer os desfavorecidos: 

 “Vocês precisam parar de julgar injustamente e de estar do lado dos maus. Defendam os direitos dos pobres e dos órfãos; sejam justos com os aflitos e os necessitados. Socorram os humildes e os pobres e os salvem do poder dos maus.
Vem, ó Deus, e governa o mundo, pois todas as nações são tuas!”

5) É possível acabar com a desigualdade econômica e social usando a Bíblia?

A Bíblia é a revelação plena do plano de Deus para a humanidade. E este plano é perfeito. Mas a Bíblia é insuficiente para solucionar as questões do coração endurecido de um mundo egoísta. Sem quebrantamento, arrependimento e mudança de estilo de vida, a desigualdade econômica tende a crescer.

6) Em uma passagem Jesus diz: "Ou servirá a Deus ou ao dinheiro!". Por favor, comente. 
 

O amor ao dinheiro é idolatria, e Deus abomina os ídolos. Ídolo é o que prende sua atenção, exige seus recursos, suas habilidades e seu tempo, o que captura suas emoções. O dinheiro se torna um deus quando sua vida gira em torno dele. E neste ponto Deus é muito ciumento e exige exclusividade. Ou confiamos em Deus o no dinheiro. 

7) Pode contar um testemunho pessoal sobre esse assunto?
 
Deus é caprichoso para provar seu cuidado e fidelidade nesta área. Recentemente uma pessoa conhecida e com muitas dificuldades financeiras se casou. Fui desafiado por Deus a presenteá-la com um valor que ia além de minhas condições momentâneas. Mas o fiz assim mesmo. Em poucos dias, após realizar um trabalho de consultoria – que inicialmente seria sem remuneração – fui honrado com um valor exatamente igual ao que tinha ofertado com o presente de casamento. Deus usa as coincidências para nos provar seu amor, porque todas as coisas estão debaixo de seu domínio.